Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre glúten

O glúten é uma proteína encontrada em alguns alimentos fontes de carboidratos, como: biscoitos, pães, massas, doces e cerveja.

A ingestão do glúten faz mal para pessoas diagnosticadas com a Doença Celíaca, que é uma alergia ao glúten. O diagnóstico desta doença é realizado através de exames de sangue e também é necessária a biopsia do intestino delgado para fechar o diagnóstico de doença celíaca. Ainda há quem defenda o termo “intolerância ao glúten”, porém essa nomenclatura gera controvérsias, pois não há evidências cientificas de sensibilidade ou intolerância ao glúten, por isso o glúten só faz mal à pessoas com diagnóstico doença celíaca. De acordo com a Associação do Celiados do Brasil (ACELBRA): não existem motivos que justifiquem iniciar dieta isenta de glúten sem realizar a biopsia.

Os sintomas mais recorrentes são: diarreias constantes, desconforto gástrico, flatulências e anemia ferropriva.

Trigo (farinha,  semolina, germe e  farelo), aveia (flocos e  farinha),  centeio, cevada (farinha), malte, cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale. Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada. Os produtos com glúten devem ter a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos.

Restringir o glúten da dieta possivelmente levará a uma redução de peso, pois os principais alimentos consumidos no dia a dia, como pães, doces, bolos, deverão ser cortados. Logo, reduzindo a ingestão calórica ira reduzir o peso, porém não há relação isolada da proteína de glúten com redução de peso.

Dúvidas sobre adoçante

Os adoçantes, também são conhecidos como edulcorantes, são substâncias com pouco valor calórico ou sem nenhuma caloria e possuem um poder de adoçar até 600 vezes maior que o açúcar.

Não há nenhum estudo que comprove essa questão. Mas vale lembrar que não é indicado o abuso do consumo de adoçantes. Há pesquisas que associam consumo de altas doces de alguns adoçantes com o maior risco em desenvolver câncer, porém há necessidade de mais estudos para essa comprovação.

A Food and Drug Administration (FDA) estabeleceu a quantidade de consumo diário aceitável para os indivíduos que fazem uso de adoçantes. Em longo prazo, o consumo excessivo (acima das doses abaixo por dia)de pode ser toxico.

AdoçanteLimite de consumo diário (mg/ kg de peso)
Ciclamato11
Sacarina5
Sucralose15
Aspartame40
Estevia4
Xilitol15

Sim, porém a indicação formal para essa faixa etária é para quem apresente intolerância à glicose ou diabetes. Os adoçantes mais comuns, ciclamato, sacarina, sucralose e aspartame não devem ser utilizados indiscriminadamente na alimentação infantil. Em caso de obesidade entre crianças e adolescente é recomendado o uso de adoçantes, contudo, deve ser orientado por um pediátrica ou nutricionista.

Uma das possíveis classificações dos adoçantes é de acordo com a sua forma de obtenção: artificiais ou naturais; um produzido quimicamente em laboratórios e o outro obtido através de plantas, respectivamente. O que não significa que o adoçante natural seja mais saudável que o artificial, todos os produtos passam por uma avaliação toxicológica antes do uso aprovado. Os mais comercializados e utilizados como ingrediente nos alimentos industrializados são: aspartame, sacarina sódica, ciclamato sódico, acessulfame-k, sucralose e estevia. Os mais indicados para o consumo são a sucralose (vindo da cana de açúcar), stevia (substrato de um planta) e o xilitol (originado de fibras e vegetais).

O sabor dos adoçantes é algo que difere entre os três tipos mais recomendados. A sucralose e o xilitol tem o sabor mais parecido com o açúcar, enquanto o stevia é mais amargo. O mais indicado para preparações que vá ao fogo (confentaria, compotas, etc..) é o xilitol, pois resiste melhor às altas temperaturas.

Não há restrição, desde que o adoçante seja consumido em doses adequadas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres, a quantidade de cada tipo de produto varia de acordo com o peso corporal (conforme tabela acima). Neste link você pode fazer o cálculo: http://www.abiad.org.br/index.php/clique-aqui-e-saiba-quanto-voce-pode-consumir-por-dia.

É recomendado que gestantes evitem a sacarina, pois esse tipo de adoçante é associado com má formação fetal. A melhor opção para as futuras mamães também são a sucralose e o stevia.

Há evidências científicas que sugerem diferentes mecanismos para o aumento de peso devido à ingestão de adoçantes, porém esses achados ainda são insuficientes para apoiar, ou não, cada um desses mecanismos ou hipóteses descritos na literatura cientifica.

Dúvidas sobre rótulo nutricional

A ANVISA é o órgão responsável por definir as regras para a rotulagem nutricional dos alimentos. São eles que determinam quais informações devem conter visando à manutenção da saúde.

Auxiliar o consumidor na escolha dos alimentos consumidos contribuindo para a sua saúde e qualidade de vida.

De acordo com a ANVISA porção é a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, promovendo a alimentação saudável.

É o Percentual de Valores Diários (% VD) é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes para um dia em relação a uma dieta 2000 calorias.

Primeiramente, para saber a quantidade calórica do alimento é necessário saber qual a porção que o rótulo nutricional indica. O valor da porção é a primeira informação descrita e aparece também em medida caseira (medida usual do consumidor: fatias, unidades, xícaras, copos, colheres, etc) e em porção (gramas, ml, etc). As calóricas indicadas neste rótulo são referentes à porção indicada. Por exemplo: um rótulo de aveia vem descrito porção 10g (1 colher de sopa) Valor energético: 34 Kcal. A embalagem é de 200g, logo a embalagem tem 680 kcal.

A lista de ingredientes é descrita em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o de maior proporção na composição dos alimentos.

O termo diet ou dietético é destinado a alimentos com exclusão total de um determinado nutriente citado no rótulo, pode ser açúcar, sódio, gordura, glúten, por exemplo. São destinados à pessoas com restrições alimentares especificas, e podem ter o mesmo valor calórico que o produto convencional. Já os produtos lights apresentam redução de algum nutriente, e consequente redução calórica, quando comparado à versão convencional. Os alimentos tachados com zeros são a junção dos dois termos: são isento de um ou mais nutrientes e também tem redução do valor calórico.

Dúvidas sobre colesterol

É um tipo de gordura encontrado naturalmente no organismo, é fundamental para o funcionamento normal do organismo, porém são gorduras que circulam no sangue, e as gorduras não se misturam em meios que há água, como o sangue. Por isso o colesterol precisa de um transportador, que o englobe e permita que essa gordura circule através de meios aquosos, são esses transportadores que recebem o nome de colesterol “bom” (HLD) e colesterol “ruim” (LDL).

A diferença entre esses transportadores de gorduras é o caminho que eles fazem no organismo. O bom colesterol retira a gordura das arterias e leva para o fígado, assim o organismo consegue utiliza-la. Já o colesterol ruim carrega a gordura no fígado e do intestino e leva para as arterias. Quando a gordura permanece circulante no sangue não há função, e isso pode gerar o entupimento de artérias.

Esse tipo de gordura está envolvida na produção de vários tipos de hormônios, na fabricação da vitamina D e nos ácidos biliares, que ajudam na digestão da gordura ingerida através da alimentação.

O colesterol em excesso é prejudicial, pois se deposita nas artérias e pode gerar o entupimento, consequentemente pode desencadear infarto e acidente vascular encefálico (AVE).

Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, a segunda é a alimentação, e a última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins que consequentemente podem elevar os níveis de colesterol ruim circulante.

O organismo recebe o colesterol por dois processos, através da alimentação (colesterol exógeno) e através da própria produção de colesterol que o corpo é capaz de realizar (colesterol endógeno). Aproximadamente 30% do colesterol total são derivados da dieta e 70% vêm do colesterol produzido pelo próprio corpo. Mas, além do colesterol proveniente da dieta a gordura satura e a gordura trans são grandes influenciadores da alimentação para o aumento do colesterol.

A gordura saturada tem grande atração pelo transportador de gorduras LDL (colesterol ruim) e tem a capacidade de se englobar junto dele, assim aumenta o espaço para empacotar mais colesterol, além de reduzir os receptores do fígado responsáveis pela captação de colesterol e também diminuir a velocidade de eliminação do colesterol facilitando seu deposito nas artérias. Já a gordura trans aumenta a atividade de uma proteína envolvida no transporte do colesterol do fígado e do intestino para a circulação sanguínea.

O colesterol é encontrado apenas em produtos de origem animal, entre eles: carnes, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, manteiga e margarina, e as gorduras saturadas são encontradas em: leite e seus derivados, óleo de palma, gordura do cacau, óleo de coco, carnes, aves e alguns peixes. Quantidade de gordura saturada e colesterol de alguns alimentos:


A quantidade de colesterol de ovo contém de 0,05 a 0,25g de colesterol, dependendo do tamanho, e em torno de 1,0g de gordura saturada, menor quantidade quando comparado a carne vermelha. Novas pesquisas indicam que a ingestão de um ovo ao dia pode ser aceitável, se outros alimentos que impactam no aumento do colesterol limitado na dieta. Outro fator importante é a forma de preparo do ovo; quando esse é frito ou mexido, há adição de gorduras, e dependendo do tipo de gordura, pode elevar o colesterol.

A gordura saturada presente na manteiga eleva o colesterol “ruim” (LDL), porém a gordura trans, encontrada na margarina, além de elevar o colesterol “ruim” (LDL) diminui os níveis do colesterol “bom” (HDL). A gordura trans deve ser evitada e a gordura saturada deve ser consumida com moderação.

  • Ômega 6: Óleos vegetais de soja, milho e girassol
  • Ômega 3: Óleo de soja, canola e linhaça, em peixes de águas frias (cavala, sardinha, salmão, arenque)
  • Ômega 9: Óleo de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e amendoim, castanhas, nozes, amêndoas.
  • Fibras solúveis: Frutas, aveia, cevada e leguminosas: soja, feijão, grão de bico, lentilha e ervilha.
  • Fitoesteróis: Margarina enriquecida com fitoesteróis.

Dúvidas sobre cereais

Como o próprio nome diz, o grão integral tem essa denominação por ser mais “inteiro”. Os cereais são compostos, principalmente por três camadas: a camada externa chamada de farelo, a mediana: gérmen e a mais interna o endosperma. O cereal integral passa por menos processos na hora de ser refinado, desta maneira são preservadas partes nutritivas do cereal.

No processo para fabricar o cereal refinado são retiradas duas camadas: o farelo e o gérmen, deixando o cereal refinado com menor valor nutritivo, já que são nessas duas camadas que estão a maior parte do valor nutricional do cereal: as fibras, proteínas, vitaminas e minerais.

O cereal integral é taxado como mais saudável devido a sua composição nutricional. Apresenta maior quantidade de fibra, selênio, zinco, vitaminas do complexo B, vitamina E, potássio, cobre ferro e magnésio quando comparado ao cereal refinado. Alguns desses nutrientes estão relacionados com a melhora e prevenção de algumas doenças, por isso o cereal integral é considerado mais saudável.

Esse tipo de cereal está mais relacionado com o aumento da saciedade por ter grande quantidade de fibras, assim, auxilia no controle da ingestão alimentar e evita o consumo excessivo de alimentos ao longo do dia, favorecendo o controle do peso.

Por retirar impurezas do organismo previne a deterioração das células do corpo, colaborando para a prevenção de canceres e doenças do coração. Também está associado com a redução de colesterol e controle dos níveis de glicemia (açúcar do sangue). Alguns estudos mostram relação do consumo de cereais integrais com a redução da formação de cálculos renais e menor excreção de cálcio na urina.

Sobre o glúten

O glúten é uma proteína encontrada em alguns alimentos fontes de carboidratos, como: biscoitos, pães, massas, doces e cerveja.

A ingestão do glúten faz mal para pessoas diagnosticadas com a Doença Celíaca, que é uma alergia ao glúten. O diagnóstico desta doença é realizado através de exames de sangue e também é necessária a biopsia do intestino delgado para fechar o diagnóstico de doença celíaca. Ainda há quem defenda o termo “intolerância ao glúten”, porém essa nomenclatura gera controvérsias, pois não há evidências cientificas de sensibilidade ou intolerância ao glúten, por isso o glúten só faz mal à pessoas com diagnóstico doença celíaca. De acordo com a Associação do Celiados do Brasil (ACELBRA): não existem motivos que justifiquem iniciar dieta isenta de glúten sem realizar a biopsia.

Os sintomas mais recorrentes são: diarreias constantes, desconforto gástrico, flatulências e anemia ferropriva.

Trigo (farinha,  semolina, germe e  farelo), aveia (flocos e  farinha),  centeio, cevada (farinha), malte, cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale. Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada. Os produtos com glúten devem ter a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos.

Restringir o glúten da dieta possivelmente levará a uma redução de peso, pois os principais alimentos consumidos no dia a dia, como pães, doces, bolos, deverão ser cortados. Logo, reduzindo a ingestão calórica ira reduzir o peso, porém não há relação isolada da proteína de glúten com redução de peso.

Sobre o rótulo nutricional

A ANVISA é o órgão responsável por definir as regras para a rotulagem nutricional dos alimentos. São eles que determinam quais informações devem conter visando à manutenção da saúde.

Auxiliar o consumidor na escolha dos alimentos consumidos contribuindo para a sua saúde e qualidade de vida.

De acordo com a ANVISA porção é a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, promovendo a alimentação saudável.

É o Percentual de Valores Diários (% VD) é um número em percentual que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes para um dia em relação a uma dieta 2000 calorias.

Primeiramente, para saber a quantidade calórica do alimento é necessário saber qual a porção que o rótulo nutricional indica. O valor da porção é a primeira informação descrita e aparece também em medida caseira (medida usual do consumidor: fatias, unidades, xícaras, copos, colheres, etc) e em porção (gramas, ml, etc). As calóricas indicadas neste rótulo são referentes à porção indicada. Por exemplo: um rótulo de aveia vem descrito porção 10g (1 colher de sopa) Valor energético: 34 Kcal. A embalagem é de 200g, logo a embalagem tem 680 kcal.

A lista de ingredientes é descrita em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o de maior proporção na composição dos alimentos.

O termo diet ou dietético é destinado a alimentos com exclusão total de um determinado nutriente citado no rótulo, pode ser açúcar, sódio, gordura, glúten, por exemplo. São destinados à pessoas com restrições alimentares especificas, e podem ter o mesmo valor calórico que o produto convencional. Já os produtos lights apresentam redução de algum nutriente, e consequente redução calórica, quando comparado à versão convencional. Os alimentos tachados com zeros são a junção dos dois termos: são isento de um ou mais nutrientes e também tem redução do valor calórico.

Sobre cereais

Como o próprio nome diz, o grão integral tem essa denominação por ser mais “inteiro”. Os cereais são compostos, principalmente por três camadas: a camada externa chamada de farelo, a mediana: gérmen e a mais interna o endosperma. O cereal integral passa por menos processos na hora de ser refinado, desta maneira são preservadas partes nutritivas do cereal.

No processo para fabricar o cereal refinado são retiradas duas camadas: o farelo e o gérmen, deixando o cereal refinado com menor valor nutritivo, já que são nessas duas camadas que estão a maior parte do valor nutricional do cereal: as fibras, proteínas, vitaminas e minerais.

O cereal integral é taxado como mais saudável devido a sua composição nutricional. Apresenta maior quantidade de fibra, selênio, zinco, vitaminas do complexo B, vitamina E, potássio, cobre ferro e magnésio quando comparado ao cereal refinado. Alguns desses nutrientes estão relacionados com a melhora e prevenção de algumas doenças, por isso o cereal integral é considerado mais saudável.

Esse tipo de cereal está mais relacionado com o aumento da saciedade por ter grande quantidade de fibras, assim, auxilia no controle da ingestão alimentar e evita o consumo excessivo de alimentos ao longo do dia, favorecendo o controle do peso.

Por retirar impurezas do organismo previne a deterioração das células do corpo, colaborando para a prevenção de canceres e doenças do coração. Também está associado com a redução de colesterol e controle dos níveis de glicemia (açúcar do sangue). Alguns estudos mostram relação do consumo de cereais integrais com a redução da formação de cálculos renais e menor excreção de cálcio na urina.

Sobre adoçante

Os adoçantes, também são conhecidos como edulcorantes, são substâncias com pouco valor calórico ou sem nenhuma caloria e possuem um poder de adoçar até 600 vezes maior que o açúcar.

Não há nenhum estudo que comprove essa questão. Mas vale lembrar que não é indicado o abuso do consumo de adoçantes. Há pesquisas que associam consumo de altas doces de alguns adoçantes com o maior risco em desenvolver câncer, porém há necessidade de mais estudos para essa comprovação.

A Food and Drug Administration (FDA) estabeleceu a quantidade de consumo diário aceitável para os indivíduos que fazem uso de adoçantes. Em longo prazo, o consumo excessivo (acima das doses abaixo por dia)de pode ser toxico.

AdoçanteLimite de consumo diário (mg/ kg de peso)
Ciclamato11
Sacarina5
Sucralose15
Aspartame40
Estevia4
Xilitol15

Sim, porém a indicação formal para essa faixa etária é para quem apresente intolerância à glicose ou diabetes. Os adoçantes mais comuns, ciclamato, sacarina, sucralose e aspartame não devem ser utilizados indiscriminadamente na alimentação infantil. Em caso de obesidade entre crianças e adolescente é recomendado o uso de adoçantes, contudo, deve ser orientado por um pediátrica ou nutricionista.

Uma das possíveis classificações dos adoçantes é de acordo com a sua forma de obtenção: artificiais ou naturais; um produzido quimicamente em laboratórios e o outro obtido através de plantas, respectivamente. O que não significa que o adoçante natural seja mais saudável que o artificial, todos os produtos passam por uma avaliação toxicológica antes do uso aprovado. Os mais comercializados e utilizados como ingrediente nos alimentos industrializados são: aspartame, sacarina sódica, ciclamato sódico, acessulfame-k, sucralose e estevia. Os mais indicados para o consumo são a sucralose (vindo da cana de açúcar), stevia (substrato de um planta) e o xilitol (originado de fibras e vegetais).

O sabor dos adoçantes é algo que difere entre os três tipos mais recomendados. A sucralose e o xilitol tem o sabor mais parecido com o açúcar, enquanto o stevia é mais amargo. O mais indicado para preparações que vá ao fogo (confentaria, compotas, etc..) é o xilitol, pois resiste melhor às altas temperaturas.

Não há restrição, desde que o adoçante seja consumido em doses adequadas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres, a quantidade de cada tipo de produto varia de acordo com o peso corporal (conforme tabela acima). Neste link você pode fazer o cálculo: http://www.abiad.org.br/index.php/clique-aqui-e-saiba-quanto-voce-pode-consumir-por-dia.

É recomendado que gestantes evitem a sacarina, pois esse tipo de adoçante é associado com má formação fetal. A melhor opção para as futuras mamães também são a sucralose e o stevia.

Há evidências científicas que sugerem diferentes mecanismos para o aumento de peso devido à ingestão de adoçantes, porém esses achados ainda são insuficientes para apoiar, ou não, cada um desses mecanismos ou hipóteses descritos na literatura cientifica.

Sobre colesterol

É um tipo de gordura encontrado naturalmente no organismo, é fundamental para o funcionamento normal do organismo, porém são gorduras que circulam no sangue, e as gorduras não se misturam em meios que há água, como o sangue. Por isso o colesterol precisa de um transportador, que o englobe e permita que essa gordura circule através de meios aquosos, são esses transportadores que recebem o nome de colesterol “bom” (HLD) e colesterol “ruim” (LDL).

A diferença entre esses transportadores de gorduras é o caminho que eles fazem no organismo. O bom colesterol retira a gordura das arterias e leva para o fígado, assim o organismo consegue utiliza-la. Já o colesterol ruim carrega a gordura no fígado e do intestino e leva para as arterias. Quando a gordura permanece circulante no sangue não há função, e isso pode gerar o entupimento de artérias.

Esse tipo de gordura está envolvida na produção de vários tipos de hormônios, na fabricação da vitamina D e nos ácidos biliares, que ajudam na digestão da gordura ingerida através da alimentação.

O colesterol em excesso é prejudicial, pois se deposita nas artérias e pode gerar o entupimento, consequentemente pode desencadear infarto e acidente vascular encefálico (AVE).

Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, a segunda é a alimentação, e a última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins que consequentemente podem elevar os níveis de colesterol ruim circulante.

O organismo recebe o colesterol por dois processos, através da alimentação (colesterol exógeno) e através da própria produção de colesterol que o corpo é capaz de realizar (colesterol endógeno). Aproximadamente 30% do colesterol total são derivados da dieta e 70% vêm do colesterol produzido pelo próprio corpo. Mas, além do colesterol proveniente da dieta a gordura satura e a gordura trans são grandes influenciadores da alimentação para o aumento do colesterol.

A gordura saturada tem grande atração pelo transportador de gorduras LDL (colesterol ruim) e tem a capacidade de se englobar junto dele, assim aumenta o espaço para empacotar mais colesterol, além de reduzir os receptores do fígado responsáveis pela captação de colesterol e também diminuir a velocidade de eliminação do colesterol facilitando seu deposito nas artérias. Já a gordura trans aumenta a atividade de uma proteína envolvida no transporte do colesterol do fígado e do intestino para a circulação sanguínea.

O colesterol é encontrado apenas em produtos de origem animal, entre eles: carnes, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, manteiga e margarina, e as gorduras saturadas são encontradas em: leite e seus derivados, óleo de palma, gordura do cacau, óleo de coco, carnes, aves e alguns peixes. Quantidade de gordura saturada e colesterol de alguns alimentos:


A quantidade de colesterol de ovo contém de 0,05 a 0,25g de colesterol, dependendo do tamanho, e em torno de 1,0g de gordura saturada, menor quantidade quando comparado a carne vermelha. Novas pesquisas indicam que a ingestão de um ovo ao dia pode ser aceitável, se outros alimentos que impactam no aumento do colesterol limitado na dieta. Outro fator importante é a forma de preparo do ovo; quando esse é frito ou mexido, há adição de gorduras, e dependendo do tipo de gordura, pode elevar o colesterol.

A gordura saturada presente na manteiga eleva o colesterol “ruim” (LDL), porém a gordura trans, encontrada na margarina, além de elevar o colesterol “ruim” (LDL) diminui os níveis do colesterol “bom” (HDL). A gordura trans deve ser evitada e a gordura saturada deve ser consumida com moderação.

  • Ômega 6: Óleos vegetais de soja, milho e girassol
  • Ômega 3: Óleo de soja, canola e linhaça, em peixes de águas frias (cavala, sardinha, salmão, arenque)
  • Ômega 9: Óleo de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e amendoim, castanhas, nozes, amêndoas.
  • Fibras solúveis: Frutas, aveia, cevada e leguminosas: soja, feijão, grão de bico, lentilha e ervilha.
  • Fitoesteróis: Margarina enriquecida com fitoesteróis.
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Maria Fernanda: Nutricionista Especialista em Emagrecimento e Cirurgia Bariátrica em São Paulo

Tem dúvidas? Pergunte à Maria Fernanda!

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